Você vende ou ajuda a vender?

Por Leonardo Manfredo Neto

Um ex-chefe meu dizia a seguinte frase: “Em uma empresa bem-sucedida, existem apenas 2 tipos de pessoas: quem vende e quem ajuda a vender”.

Essa citação resume de forma clara a essência de uma empresa privada. A entrada de recursos é preponderantemente oriunda da receita de vendas. E então, por que existe tanto receio de se falar com o cliente?

A área de vendas se assemelha ao centroavante de uma equipe de futebol. Trabalha em um ritmo e pressão diferenciado. O profissional desta área precisa deter uma dose extra de resiliência, paciência, disciplina, empatia, dinamismo, comunicação, velocidade. Afinal de contas, fechar uma venda ou empurrar a bola nas redes, é tarefa que muitos gostariam de realizar, mas nem todos possuem o dom de executá-la.

É neste momento, que outros profissionais, assim como outros jogadores, aparecem. Não é possível focar somente na venda, sem uma estrutura de apoio consistente. Assim como não é sustentável os 11 jogadores partirem para o ataque, de uma só vez.

Estratégia, entrosamento e sinergia são essenciais, quer seja no mundo corporativo ou nos gramados

As áreas de apoio às vendas (marketing, produção, qualidade, financeiro, logística, RH, TI, fiscal, planejamento, engenharia, etc.) podem e devem ser tão protagonistas quanto o “centroavante de vendas”.

Mantendo-se a analogia, estas áreas são os meio-campistas, os alas, os zagueiros, que ajudam o time todo a se mover para o centroavante realizar o gol: a venda! Elas podem e devem criar as jogadas, também realizando seus gols, vendendo e ajudando a vender! Mas como?

Oferecendo suporte, trabalhando em proximidade e sintonia com vendas, conversando com os clientes, participando de visitas e encontros. São essas áreas que fazem a bola chegar ao ataque, sem elas a venda nunca existiria. O centroavante ficaria isolado lá na linha de frente, no meio dos zagueiros adversários (concorrentes)!

Fato é: quanto mais a cultura de foco no cliente integrar-se de maneira enraizada no dia a dia da empresa, mais a equipe será unida e forte, celebrando juntos os gols (vendas e satisfação dos clientes) e títulos (criando relação rentável de longo prazo).

Haja vista que a empresa e a equipe de futebol não são estruturas hermeticamente fechadas, portanto, ambas somente sobrevivem quando o objetivo da venda ou do gol são atingidos!

Neste momento, o time todo sairá vencedor

Cada profissional ou jogador, em sua devida posição e responsabilidade, faz toda engrenagem se mover de acordo com o planejamento de negócios ou o esquema tático.

O resultado?! Stakeholders e torcedores felizes, celebrando mais uma temporada repleta de metas alcançadas e troféus conquistados!

Leonardo Manfredo Neto é executivo sênior de negócios. Fascinado por desenvolvimento de pessoas, leitura, corrida, futebol e gerenciamento de vendas. Mais de 15 anos em empresas multinacionais, tais como Koch Industries Inc. (Guardian), Whirlpool Corporation (Embraco), WEG e Alstom Power.

Para saber mais

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