Conheça o Konduto, o sistema antifraude para transações online

Comprar um artigo esportivo, encomendar um delivery, adquirir um novo móvel ou mesmo pagar as contas do mês. As tecnologias atuais permitem que praticamente qualquer atividade que envolva a troca de valores em dinheiro por produtos ou serviços seja feita via internet.

De acordo com um levantamento do Ebit, o e-commerce deverá faturar R$8,7 bilhões no Natal de 2017, o que representa um crescimento nominal de 13% em relação ao ano anterior.

No entanto, outra questão sempre em voga quando o assunto é o comércio virtual é o alto índice de fraudes. De acordo com dados da ACI Worldwide, divulgados pela e-commerceBrasil, espera-se um aumento de 30% nas tentativas de fraude durante a virada do ano (em comparação ao ano passado).

Para combater o crime cibernético, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) implementou uma nova plataforma para emissão de boletos bancários. Validada em julho deste ano, a medida obriga que estes sejam emitidos já registrados. Isso significa que o boleto bancário estará atrelado obrigatoriamente a um documento com todos os dados do emissor assim que gerado (além de valor da cobrança e data de vencimento do título). A validação da nova plataforma, iniciada em julho com títulos de valor igual ou superior a R$ 50 mil, hoje abrange todos os títulos bancários emitidos no Brasil.

Essas mudanças não afetam apenas o comércio e o varejo, mas também o e-commerce. Por essa razão, os profissionais do setor precisam estar preparados para os possíveis impactos que a nova medida pode causar.

Para entender melhor as consequências dessas mudanças, conversei com Tom Canabarro, co-fundador da Konduto, um sistema antifraude inovador e inteligente para barrar fraudes na internet sem prejudicar a performance das lojas virtuais. Confira abaixo a entrevista:

O que é exatamente a Konduto? Como funciona?

A Konduto é um sistema antifraude inovador, que desenvolveu um método de altíssima precisão para detectar fraudes em transações on-line. A empresa foi a primeira do mundo a monitorar todo o comportamento de navegação e compra de um usuário em um site de e-commerce ou app mobile. Com isso, conseguimos calcular a probabilidade de fraude naquele pedido.

Além disso, o sistema também leva em consideração informações “básicas” da análise de risco. Geolocalização, validação dados cadastrais e características do aparelho utilizado na compra (fingerprint), por exemplo. Com isso, gerencia regras condicionais e revisão manual. A plataforma da Konduto colhe muito mais informações do que as demais soluções. Por isso, possui mais insumos para realizar uma análise de risco mais eficaz.

Como utiliza algoritmos de inteligência artificial (machine learning), a Konduto realiza o cálculo de risco de uma compra em menos de 1 segundo. Isso aumenta a performance operacional do lojista. A empresa foi fundada em 2014 por Daniel Bento, Milton Tavares Neto e por mim e atualmente analisa o risco de mais de 4 milhões de pedidos por mês, de mais de 150 clientes em Brasil, México, Argentina e Colômbia.

Tom Canabarro, co-fundador da Konduto. Foto: Divulgação

Como a Konduto pode ajudar uma empresa a vender mais e melhor?

A combinação entre o monitoramento de comportamento de navegação do usuário e a inteligência artificial promove um enorme ganho de eficiência operacional ao lojista que utiliza os sistemas da empresa.

Com mais informações disponíveis para a análise de risco e um sistema poderoso e imparcial para o cálculo de tantas variáveis, a Konduto não apenas reduz os índices de fraude e chargeback de seus clientes, como também possibilita um aumento em vendas legítimas. A solução comprovadamente diminui os índices de falsos positivos (pedidos bons, mas que acabam sendo barrados por suspeita).

Você poderia nos dar um exemplo prático?

O Grupo Marcyn e Casa das Cuecas não tinha um problema com fraudes quando integrou a Konduto. O e-commerce tinha a taxa de chargebacks controlada a 0,5%. Isso está dentro do que é estipulado pelas operadoras de cartão como um índice “saudável”. No entanto, detectamos que havia uma taxa de cancelamento de pedidos superior a 7,1%. Ou seja, um índice extremamente alto, especialmente se levarmos em consideração que a taxa de tentativas de fraude é de 3,6%). Era impossível que mais de 7% das compras no e-commerce de Marcyn e Casa das Cuecas fosse de origem fraudulenta.

Em pouco tempo, a Konduto reduziu esta taxa de cancelamento de pedidos em mais de 75%, cancelando por suspeita apenas 1,6% das transações. Isso representou um incremento de vendas e receitas ao Grupo Marcyn e Casa das Cuecas de 6% – melhor que muitas promoções e campanhas de marketing. Além de tudo isso, reduzimos também a taxa de fraudes: de 0,5% para menos de 0,1%.

Que tipo de empresa pode se beneficiar deste tipo de serviço?

Todos os e-commerces, bancos e empresa de pagamento. Qualquer empresa que faça transações on-line podem se beneficiar pelo tipo de serviço que a Konduto oferece.

Da mesma forma, que tipo de situação a Konduto NÃO se propõe a resolver?

Análise de crédito, checagem de fraude em documentos.

Quais são os erros mais comuns que você vê as empresas cometendo em relação a este assunto específico ou nesta área em que a Konduto se propõe a ajudar?

  • Achar que nunca sofrerá uma fraude porque o produto/serviço vendido não despertaria o interesse de fraudadores.
  • Procurar soluções de antifraude que prometam garantia contra chargebacks (em que a solução se responsabiliza pelo prejuízo).
  • Cancelar mais pedidos do que o necessário para ter índice de fraude próximo ou igual a zero (e acabar barrando muitos pedidos legítimos).
  • Confiar cegamente que a validação de dados cadastrais. Isso é o bastante para detectar uma compra fraudulenta (especialmente em um momento em que dados cadastrais se tornaram uma commodity no submundo da fraude).

Dessa lista de erros, qual você considera o mais grave? Por quê?

Procurar soluções antifraude que prometam garantia contra chargebacks, pois o lojista perde o controle sobre o “custo da fraude”. Para ter zero fraude, ele acaba tendo um custo muito maior do que se utilizasse uma solução que mantivesse as taxas de chargebacks em um índice baixo e totalmente dentro das boas práticas do e-commerce.

O core de um antifraude garantido não é vender, mas sim não permitir fraudes. Logo, como reagiria uma solução de risco que cobre 2% do valor de um pedido, diante de uma compra de R$ 10 mil e com um mínimo de suspeita? Aprovaria a transação e ganharia R$ 200 ou se submeteria a um tombo de R$ 10 mil?

Ou seja: o antifraude, além de cobrar caro do lojista para manter o índice de fraudes em 0%, também barra muitos pedidos legítimos diante da mínima suspeita. O lojista – sem fazer as contas e com mais medo da fraude do que deveria – acaba pagando mais para ostentar um índice de fraude igual a zero do que se tivesse essa taxa controlada.

Por onde uma empresa preocupada em implantar melhorias em relação a este assunto pode começar? Quais as principais recomendações?

Caso o e-commerce, por algum motivo, ainda não tenha uma solução antifraude e comece a sofrer com a fraude on-line, deve seguir 5 passos fundamentais:

  1. Manter a calma, pois as fraudes costumam levar em média 3 meses para serem notificadas ao e-commerce. Isso quer dizer que é preciso se preparar quando as primeiras fraudes começam a chegar porque o cenário pode ficar ainda pior nos meses seguintes. O lojista deve “respirar fundo” e separar um orçamento para cobrir o prejuízo que virá.
  2. Filtrar os pedidos por produto/serviço, redobrando a atenção sobre aqueles mais caros, cobiçados ou que têm maior valor de revenda. Esta atitude é fundamental para momentos emergenciais. Até porque fraudadores dificilmente se mobilizarão para realizar compras fraudulentas de canetas esferográficas de R$ 1.
  3. Filtrar os pedidos de maior valor, tomando especial atenção aos “pontos fora da curva” do ticket médio. Quanto um cliente gasta em média por compra, R$ 200? Então, se em algum momento você receber um pedido de R$ 4 mil, vale a pena conter a euforia inicial e analisá-lo com mais atenção antes de despachá-lo.
  4. Tomar cuidado com entregas imediatas. Criminosos normalmente escolhem as opções de frete expresso e mais caro, já que desejam receber os produtos o mais rápido possível. Este é um filtro bastante sutil, mas capaz de detectar algumas compras ilegítimas.
  5. Desconfiar de “coincidências”, como por exemplo muitos pedidos com dados repetidos (especialmente endereço de entrega/CEP, telefone para contato, etc.). Um criminoso pode ter milhares de cartões clonados e de CPFs vazados, mas ele certamente não terá dezenas de números de telefone ou de endereços para receber entregas. Coincidências, no contexto da fraude, não existem para o e-commerce: são evidências.

Qual seu diferencial em relação a outros possíveis concorrentes?

Diferentemente da maioria dos antifraudes do mercado, a Konduto não olha apenas para os dados “óbvios” (como dados cadastrais e fingerprint). Não baseamos a sua solução em um “motor de regras” condicionais, atualizadas manualmente e suscetível a erros. Além de analisar centenas de métricas oriundas do comportamento de navegação do usuário, a Konduto processa todas estas informações em tempo real graças a algoritmos de machine learning (inteligência artificial). Somos pioneiros nestas duas frentes no mercado da análise de risco.

Isso permite não somente uma análise de fraudes mais assertiva, reduzindo os custos com chargeback do lojista. O cliente Konduto é brindado também com uma possibilidade de redução de custos operacionais e otimiza a performance financeira do e-commerce, possibilitando mais vendas.

Onde uma pessoa que quiser saber mais sobre a Konduto pode encontrar informações e tirar dúvidas?

Por telefone, por meio de nosso site ou por e-mail.

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