Flex Interativa: como utilizar Realidade Virtual e Aumentada para gerar maior impacto no varejo

Especialista explica que experiências imersivas ao consumidor são tendência para o varejo. Porém, para serem efetivos, os projetos de realidade virtual e aumentada precisam ser estratégicos

Na jornada do consumidor moderno, a experiência soma à qualidade e ao preço na decisão de compra. Em tempos de recursos digitais criativos é preciso ser envolvido para ser convencido. Por isso as ações de realidades virtual e aumentada ganham cada vez mais espaço no varejo. Porém, para gerar impacto – e o consequente aumento de vendas – é preciso ser estratégico.

O especialista em digital experience Marcelo Rodiño, diretor de criação e sócio da Flex Interativa, explica que o conteúdo é o ponto mais importante, para obter sucesso com estas tecnologias. Outro ponto crucial é entender o uso de cada uma delas. Enquanto a realidade virtual gera um ambiente digital no qual o usuário é inserido e passa a interagir; a aumentada segue no caminho oposto.  O mundo digital é inserido no real com a mesma funcionalidade de interação.

Confira a entrevista a seguir com Rodiño, como potencializar os resultados ao utilizar realidade virtual, aumentada e mista. Ele também comenta alguns usos na prática dessas novas tecnologias como um incremento a vendas.

Olá, tudo bem? Prazer em falar com você e entrevistá-lo para a VendaMais. O que vocês oferecem exatamente na Flex? Como a sua solução é diferente de outras empresas similares no mercado?

Oi, tudo bem! Prazer em falar com você e com os leitores da VendaMais.

A Flex Interativa é uma agência especializada em soluções e projetos que unem as mais avançadas tecnologias em realidades virtual (RV), aumentada (RA) e mista com inteligência de mercado para criar experiências de comunicação imersivas para diferentes tipos de negócios e com impactos que vão de maior relacionamento com o público de interesse ao aumento de vendas.

Isso quer dizer que entendemos o cliente, seus objetivos de comunicação, de marketing e comerciais, e desenvolvemos ações que usam a tecnologia para chegar a um outro nível de resultado. Algo efetivo e que traz muitas marcas e produtos para o contexto atual, de crescimento de procura e uso de RV e RA.

O grande diferencial dos produtos e serviços da Flex Interativa, sem dúvida, é o conteúdo. Nossa capacidade de desenvolvimento e de entrega são incríveis, mas em nosso negócio, a tecnologia é meio e não fim. Estamos mostrando com ações consistentes como é possível aplicar RV e RA nos mais diferentes mercados, do entretenimento ao agrícola.

Utilizamos recursos de ponta, mas a maneira como aplicamos estas ferramentas nos destaca em relação aos concorrentes.

Na VendaMais somos 100% focados em vendas. Como as soluções interativas e imersivas podem ajudar uma empresa a vender mais e melhor? Pode compartilhar com a gente alguns casos de sucesso?

Marcelo Rodiño, diretor de criação e sócio da Flex Interativa

Nós vemos a questão de aumento nas vendas em duas frentes. Na primeira você tem a jornada do consumidor moderno, onde a experiência soma à qualidade e ao preço na decisão de compra. Em tempos de recursos digitais criativos, é preciso ser envolvido para ser convencido e isso tem se mostrado com cada vez mais força no varejo. Tanto que a Polishop, uma das mais fortes redes do país, aderiu fortemente à tecnologia de realidade aumentada.

Um exemplo de aplicação de RA em outra área é o trabalho que desenvolvemos com a cerveja Leuven. Com os objetivos de proporcionar uma experiência envolvente e aumentar o volume de vendas foi criado um mundo medieval que salta dos rótulos. Dragões, cavaleiros com armaduras e outros personagens que estampam as garrafas ganham vida quadridimensional quando os degustadores apontam um aplicativo para o rótulo impresso em papel poliéster holográfico com brilho e efeito que lembram escamas. A aceitação foi tamanha que a cervejaria constatou um amento de 40% nas vendas do produto.

Na outra ponta, temos a tecnologia como grande aliada para imergir o consumidor no conceito do produto direto no ponto de venda, mostrando com riqueza de detalhes, mas, ao mesmo tempo, de maneira muito dinâmica, o funcionamento de um material mais técnico, comum na área agrícola, por exemplo. A realidade virtual é perfeita para isso.

A Flex Interativa desenvolveu um projeto para a Mosaic Fertilizantes, em que o agricultor coloca os óculos especiais e é transportado para uma área cultivada com visão 360°. Lá pode interagir e conferir como funciona e quais os benefícios de uma nova linha de fertilizantes fosfatados, acompanhando todo o processo, do momento em que o grânulo entra em contato com o solo a irrigação, mistura dos nutrientes nas raízes, absorção e resultados finais. Isso fez muita diferença na ponta para tomada de decisão.

Isso tudo fora as possibilidades de controle de estoque, que é uma outra tendência em RV.

Que tipo de empresa pode se beneficiar deste tipo de solução?

O campo é bem vasto. Tecnicamente podemos desenvolver soluções para todos os tipos de negócio. Trabalhar com as realidades virtual, aumentada e mista traz um universo gigantesco de oportunidades.

O que vai fazer a diferença é o objetivo da empresa, o que ela pretende atingir, para entendermos como ajudar e qual o melhor tipo de tecnologia. Isso é o ponto base da nossa inteligência, da maneira específica e dedicada que tratamos cada necessidade. Além do entretenimento – como as crescentes atividades em shoppings – é possível ver ações de RV nas áreas de saúde, ciência, manutenção preventiva, treinamentos, educação e muitas outras.

Da mesma forma, que tipo de situação a Flex NÃO se propõe a resolver?

Acreditamos que a tecnologia está disponível para a solução de problemas e para a evolução de processos, mas que é preciso uma visão clara para a correta aplicação.

Nós tomamos o cuidado de só desenvolver projetos que estejam alinhados com nossa missão, visão e valores. E a ética é um dos nossos principais pilares.

Quais são os erros mais comuns que você vê as empresas cometendo em relação às soluções interativas e imersivas?

Podemos destacar três.  O primeiro é acreditar que apenas o “efeito mágico” que essas tecnologias proporcionam é suficiente para vender uma ideia ou produto, sem a preocupação em desenvolver conteúdo relevante.

O segundo é apostar nestas ferramentas sem uma estratégia de divulgação. No caso de um aplicativo de realidade aumentada, por exemplo, o consumidor precisa saber, antes de tudo, que o app está disponível nas lojas. E esta promoção não é difícil de ser feita. Ações nas redes sociais chamam bastante a atenção e incentivam os consumidores a fazer o download.

Por último, prazo. Tanto realidade aumentada quanto virtual são trabalhos de “Gepeto” e extremamente artesanais. Para aplicação em uma campanha de marketing ou um evento, por exemplo, é preferível começar com o maior tempo possível para produção.

Dessa lista de erros, qual você considera o mais grave? Por quê?

Certamente o conteúdo irrelevante. As tecnologias imersivas são ferramentas de comunicação extremamente poderosas, mas devem ser tratadas como coadjuvantes. O conteúdo e a mensagem são mais importantes.

A realidade virtual é um exemplo bem claro. Ela coloca a pessoa literalmente dentro de um filme, como protagonista, onde poderá interagir seja com um conteúdo corporativo, didático ou até mesmo com um produto dentro de um universo tridimensional surpreendente. Mas para que essa experiência seja marcante, é necessário trabalhar o conteúdo de forma lúdica e extremamente intuitiva, já que a pessoa estará “sozinha” dentro deste ambiente virtual. Chamamos este processo de gameficação, que envolve diversos profissionais, desde desenvolvedores a artistas e roteiristas.

Imagine que uma empresa está preocupada em começar um projeto de realidade aumentada ou outra solução interativa. Por onde ela deve começar? De maneira sucinta e objetiva, quais as principais recomendações?

 A primeira recomendação é procurar por empresas de desenvolvimento que também sejam especialistas em comunicação.

Reforço que o prazo é outro ponto muito importante. Quanto maior o tempo para produção destes projetos, melhor será a margem de negociação com os desenvolvedores.

Também é fundamental que estas empresas tenham uma estratégia de marketing muito consistente para apresentar estas tecnologias aos seus consumidores.

Com tanta experiência na área, quais dicas ou informações você vê sendo abordadas na mídia sobre esse assunto com as quais não concorda ou que considera exageradas/modismos?

Não concordo e acho exagerado quando algumas matérias comentam sobre o quanto essas tecnologias são assustadoras. Acredito que toda nova tecnologia se adapta de forma natural às nossas vidas e isso não está sendo diferente com as realidades aumentada e virtual.

É inquestionável que essas tecnologias imersivas estão criando uma nova forma de comunicação entre as marcas e seus públicos e que as grandes empresas já enxergam isso. Por isso, a corrida por inovação nesse segmento e a demanda por essas ferramentas só aumentaram nos últimos meses. As realidades aumentada, virtual e mista têm a mágica de fazer com que ideias possam ser tocadas. Isso é ter o poder de revolucionar o mercado.

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