Direto do Front: Raul Candeloro entrevista Kátia Borba, gerente de operações da Cultura Inglesa

Direto do Front: entrevistas da VM com empresários e gestores para compartilhar bons movimentos durante a crise

Toda semana aqui na VendaMais compartilhamos uma entrevista em vídeo realizada pelo diretor Raul Candeloro com gestores e empresários. Trata-se da seção Direto do Front, criada para você acompanhar em tempo real o que as empresas estão fazendo para se movimentar durante a crise gerada pelo coronavírus (COVID-19). A entrevistada desta semana é Kátia Borba, gerente de operações da Cultura Inglesa.

A frente de um time de 52 gerentes que se reportam a ela, além da equipe do departamento de operações, ela enfatiza a importância que foi fazer uma reunião para alinhar como seriam as decisões logo no início da pandemia. “Nós prevíamos que seriamos envolvidos nessa pandemia, uma crise mundial de saúde, mas não imaginávamos o ritmo acelerado que as coisas iriam acontecer”, admite Kátia.

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No dia 11 de março, reuniram então um grupo de gestores sêniores da Cultura Inglesa para definir: “Qual vai ser a premissa do nosso trabalho se isso se confirmar uma crise? E decidimos que nós vamos agir de maneira gradual e incremental. Nós vamos sempre atuar de acordo com o cenário, entendendo que não vamos ter todas as respostas de pronto, porque é absolutamente impossível, uma vez que o cenário muda a cada dia, mas que nós teremos seriedade e serenidade para tomar as atitudes que forem necessárias, pensando que sempre estamos evoluindo”!

No dia 13 de março, ela e a equipe de operações desenvolveram um documento com recomendações de segurança para as 52 filiais. 5 dias depois, foi feito o anúncio de paralização de todas as áreas, em todas as unidades, relembra a gestora, recordando a velocidade com que o cenário sofreu modificações.

“Desde então tem sido uma avalanche de questões as serem decididas, nessa linha do gradual e incremental. Nós nos reunimos diariamente toda as manhãs, todas as áreas, para as tomadas de decisões: quais as áreas prioritárias, as estratégias de comunicação e o que a execução precisa dar andamento”, resume.

Apoio aos gestores e ao pessoal

E nesse aspecto, um ponto fundamental é o apoio do Conselho. “Isso ajuda muito tanto no papel da liderança – no cargo que você ocupa –mas também ajuda muito na pessoa física, porque você também tem que lidar com essas duas coisas”, afirma Kátia.

“Claro que a experiência conta, a ajuda conta, os problemas que a gente já passou na vida também contam, o apoio familiar conta demais, mas você saber que você não está ali, no front, sozinha e que tem uma organização que está junto de você, que tem um time de gerentes que fazem parte desse comitê de contingência com o apoio do CEO e do Conselho tornam as coisas mais palatáveis, um pouco mais fáceis de lidar no dia a dia”, complementa.

Confira no vídeo a seguir a entrevista completa de Kátia Borba realizada com Raúl Candeloro.

E mais: 11 pontos do plano tático de reação à crise:

  1. Revisão de atitudes e mindset;
  2. Revisão do planejamento;
  3. Revisão do modelo de liderança e gestão (incluindo reuniões e comunicação);
  4. Revisão dos canais de prospecção, vendas e atendimento a clientes;
  5. Revisão de processos: funil de vendas, jornada do cliente, régua de relacionamento;
  6. Revisão da carteira de clientes;
  7. Revisão de pessoas na equipe;
  8. Revisão da remuneração da equipe;
  9. Revisão de ferramentas, aplicativos, softwares, equipamentos, infraestrutura;
  10. Revisão de custos;
  11. Revisão de indicadores e relatórios.