Montax revela dicas para minimizar riscos de calotes e corrupção nas empresas

Responda com sinceridade: para você, vale vender a qualquer custo? Pode parecer uma pergunta simples, mas muitas empresas já viveram a experiência de apostar em um grande negócio que acabou por se tornar uma tremenda dor da cabeça, após um calote ou fraude.

Para ajudar empresas a antever situações de risco, a Montax presta serviços de informação. Dentre suas especialidades, estão serviços de inteligência, due diligences investigativas, background checks, gestão de riscos, segurança de negócios, busca de ativos, investigações de fraudes corporativas e serviços forenses e de suporte a litígios. Antes ou depois do fechamento de um negócio, a função da Montax é encontrar e analisar informações sobre as partes envolvidas no negócio, sejam profissionais, parceiros de negócios, adversários e concorrentes.

O que sua empresa tem feito para antever possíveis riscos de calotes e corrupção? Confira a seguir na entrevista com Marcelo Carvalho de Montalvão, diretor da Montax, algumas dicas de como obter informações gratuitas e analisar tendências para minimizar riscos e precaver impactos no mercado brasileiro.

Montalvão explica neste vídeo como funciona o serviço de inteligência da Montax:

O que vocês oferecem exatamente na Montax? Como o seu serviço é diferente das outras empresas similares no mercado?

Montax é empresa de serviços de informação e de levantamento de informações. Oferecemos serviços de Inteligência & Investigações para segurança de negócios. A concorrência é muito ampla, vai desde empresas de Inteligência privada que atendem sob demanda casos de maior complexidade, como Pinkerton, Kroll e Control Risks, até detetives particulares, passando por firmas de advocacia especializadas em due diligences, bem como empresas de informações de negócios que atendem o varejo como Serasa Experian, Equifax/Boa Vista e Dun & Bradstreet.

Nossos serviços se destacam, porque conhecemos muito bem a cultura do Brasil. Sabemos como pensa o fraudador daqui, bem como seus métodos de “lavagem” de dinheiro e ocultação de bens. No setor de informações para o varejo, ao contrário da concorrência, nos baseamos no Big Data, no grande volume de informações extraídas de fontes abertas e dados de domínio público. Além disso, o consumidor poder realizar um teste grátis e sem burocracia.

Na VendaMais somos 100% focados em vendas. Como a Montax pode ajudar uma empresa a reduzir seus custos de vendas, melhorar seu faturamento ou melhorar o atendimento a clientes? Pode compartilhar com a gente alguns casos de sucesso?

Marcelo Carvalho de Montalvão, diretor da Montax Brasil.

A maioria das empresas está preocupada em vender mais, claro. Só que não adianta vender para qualquer um, ao menos não a prazo. Qualquer percentual de vendas inadimplidas gera custos com despesas legais e tributos incidentes sobre valores faturados, porém não recebidos. A Montax ajuda a reduzir as despesas da companhia com a redução de vendas para clientes suspeitos, a evitar compras de fornecedores desonestos e até mesmo evitar a contratação de empregados corruptos ou problemáticos. A maioria de nossos clientes prefere discrição, por isso você pode acessar Estudos de Casos da Montax no nosso Blog.

Que tipo de empresa pode se beneficiar deste tipo de solução?

Qualquer empresa com dificuldade na localização de pessoas e bens para a recuperação de ativos ou que enfrenta problemas decorrentes da má contratação, da contratação de pessoas e empresas sem due diligences e pesquisa pré-contratual.

Da mesma forma, que tipo de situação a Montax não se propõe a resolver?

Montax não é empresa de auditoria, consultoria jurídica ou tributária. Não analisamos balanços de companhia, nem solucionamos disputas judiciais, senão auxiliando os advogados com a busca de provas.

Quais são os erros mais comuns que você vê as empresas cometendo em relação às suas iniciativas de usar pesquisas online para a área comercial (inteligência comercial, aprovação de cadastro, por exemplo)?

O maior erro é contratar pessoas e empresas sem levantar informações prévias sobre antecedentes criminais e reputação, o nível de inadimplemento e o modo como aquela pessoa ou empresa e seus sócios realizam negócios. É melhor não vender que vender para quem não vai pagar.

Outro erro é achar que o fraudador aceitará seu nome sujo nos bancos de dados cadastrais mais conhecidos e mais utilizados pelas empresas e ficará sentado, esperando “limpar” seu nome para aplicar golpes. Fraudadores ou enganam esses bancos de dados ou utilizam “laranjas” (pessoas ou empresas fantasmas) para aplicar golpes.

Um exemplo: o simples ato de lançar no Google o nome completo do cliente, fornecedor ou candidato à vaga de emprego, “entre aspas”, ou realizar consultas nos sites dos Tribunais de Justiça do País, vale mais a pena do que pagar pelas consultas de agências de proteção ao crédito. O Montax Big Data realiza tudo isso ao mesmo tempo.

Dessa lista de erros, qual você considera o mais grave? Por quê?

Contratar pessoas e empresas sem realizar pesquisa de antecedentes e due diligences, a diligência prévia, é, sem dúvida, o maior erro. A gente não casa sem namorar, nem namora sem conhecer. Assim deveríamos agir nos negócios.

Imagine que uma empresa está preocupada em implantar melhorias em relação a pesquisas online para inteligência comercial. Por onde começar? De maneira sucinta e objetiva, quais as principais recomendações?

A principal dica é montar um comitê de 3 a 5 profissionais “pratas da casa” para estudar quais os maiores desafios da companhia e as melhores soluções do mercado. Cada empresa tem um DNA e uma cultura corporativa diferente. E tem problemas e desafios diferentes, portanto não existe uma fórmula ideal para todas.

Para a diminuição dos calotes, é bom promover a consulta dos clientes e fornecedores nos bancos de dados cadastrais públicos e gratuitos que mencionei. No caso de fraudes internas e externas, um Canal de Denúncia é essencial, além da resposta aos eventos danosos com o Registro de Ocorrência Policial e investigação privada para localizar o fraudador e seus bens para a recuperação dos ativos desviados.

Com tanta experiência na área, quais dicas ou informações você vê sendo dadas pela mídia sobre o assunto do uso da tecnologia nestas áreas específicas que comentamos acima com as quais claramente não concorda, que acha exageradas ou apenas modismos que passarão? Uso do big data, por exemplo..

Quando comecei, em 1998, a minha melhor ferramenta de trabalho ainda era a boa e velha lista telefônica. Aqui na Montax ainda usamos listas telefônicas antigas para encontrar pessoas que desaparecem para não pagar dívidas. Depois veio o Google, que uso desde 2000 e que se destacou dos demais buscadores.

Não acho que o big data seja um modismo, porque ele só foi possível com o advento da internet, das redes sociais e dos smartphones. Hoje cada um pode ter uma página na internet e contribuir com informações valiosas sobre comportamento, consumo e… atividade econômica! E para acessar a infinidade de serviços digitais, como Facebook, eBay e Uber, ou mesmo processar alguém na Justiça – agora quase 100% digital – o fraudador terá que falar a localização, seus bens e atividade econômica. Não dá para ninguém mais mentir sempre. Estamos na Era do Big Brother. Dou mais detalhes sobre isso no meu artigo: Big Brother Brasil, iPhone, Livro “1984” e Big Data: Qual a Conexão Entre Eles?

Algum último comentário que queira fazer para os leitores da VendaMais?

A grande mídia tradicional vem perdendo em torno de 20% da verba de propaganda para as mídias digitais, e por isso mesmo ataca alguns serviços de informação digital com campanhas como “Fake news”, como se rádios, jornais e TV só falassem verdades e fossem os guardiões da moral. Com alguns jornais impressos sendo fechados, muitas empresas de serviços de informação de negócios veem o big data como uma ameaça aos seus negócios. Afinal, aquelas informações sobre clientes e fornecedores que o cidadão ou pequeno comerciante só encontrava pagando uma agência de proteção ao crédito, agora está disponível gratuitamente no Google ou mesmo nos sites de tribunais de justiça. Na guerra contra a velha mídia e a nova mídia da Era Digital, quem sai ganhando é o consumidor.

Para saber mais:

Acesse o site: www.montaxbrasil.com.br

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