Confira entrevista com Dill Casella.

Treinamentos improdutivos muitas vezes são conduzidos por pessoas incapazes ou que se julgam capazes para tal, mas não conseguem envolver ou não possuem conteúdo para tal. São meramente superficiais…

Vamos começar falando do seu livro Atitude e altitude. Qual é a principal ideia ou conceito que você defende nele?

Atitude e altitude é um livro romanceado que convida o leitor a fazer parte da história de cinco executivos que, após um acidente aéreo, se veem perdidos em uma floresta.  Esse “pouso forçado” os obriga a refletir sobre questões pessoais – algumas mal resolvidas –, ao mesmo  tempo em que trabalha pontos essenciais, como convivência, liderança, criatividade e empreendedorismo.

A grande mensagem é que nossas atitudes definirão o que e quem seremos amanhã, no modo de agir, de ser, de manifestarmos nossos propósitos! De maneira metafórica, se isso vier temperado com altitude, como se pilotássemos a aeronave de nossas vidas, do ponto mais alto enxergaremos muito mais território a ser explorado e descoberto.

Quem se acomoda e fica parado não experimenta novos ares, novas possibilidades!

Como você começou como palestrante?
Eu trabalhava na Camargo Corrêa Cimentos como gerente comercial de novos mercados e já tinha uma admiração pelos profissionais da área de treinamentos.

Até que ganhei um prêmio interno chamado “Vivendo e Aprendendo”, cujo principal objetivo era a realização do sonho pessoal de um colaborador. Eu ganhei a realização do meu sonho (a gravação de um CD) e tive de compartilhar com os colaboradores do grupo por todo o território nacional com palestras.

Foi muito gratificante e, ao fim da última palestra, aquilo entrou no sangue e eu já planejava minha carreira fora da empresa em um futuro próximo. Então fiz alguns cursos (PNL, teatro, oratória, etc.) e parti para a construção da minha estrada.

Minha vivência comercial de 15 anos, até então, e o fato de ter tocado em bandas na juventude me ajudaram muito com a experiência de mercado, a liderança de equipes, o ambiente corporativo, etc. além de a música ter me dado excelente conceito de posicionamento de palco.

Que tipo de empresas geralmente contrata seus serviços? O que elas buscam em suas palestras?
São vários segmentos que contratam meus serviços, desde educacional, passando pelo empresarial privado até o setor público.

Buscam mudanças comportamentais de seus colaboradores nas áreas de vendas, atendimento ao cliente, liderança, empreendedorismo e criatividade. Tudo isso tendo sempre como pano de fundo um forte apelo motivacional.

Por outro lado, que tipo de evento ou treinamento não é adequado para você? Ou seja, que tipo de problemas, situações ou treinamentos você geralmente prefere não aceitar ou repassar para algum colega?
Tenho tido uma demanda para palestras sobre economia e/ou finanças pessoais. Realmente não me sinto confortável com o tema e repasso esses eventos para colegas.

Qual é o seu diferencial em relação a outros profissionais? Qual é a sua “marca registrada”?
Considero meu grande diferencial a presença de palco e a energia com a qual transmito meus recados à plateia. Energia não quer dizer volume, e sim a forma de envolver os participantes, variando tom de voz e utilizando apelo musical e de cinema o tempo todo! A forma de entrar em cena gera uma descontração quando associo meu nome artístico (Dill) a várias situações que remetem à mesma sonoridade (Dill é um condimento, DIU é método contraceptivo, Natália Dill é atriz, etc.).

Além do seu próprio site (www.dill.com.br), que outros endereços você recomenda para quem quer saber mais sobre esses assuntos?
Certamente o site da VendaMais (www.vendamais.com.br), além de www.administradores.com.br, www.webprofessores.com, www.paralerepensar.com.br, www.ogerente.com.br, www.rh.com.br, www.abtd.com.br, www.folhavarejo.com, www.euseivender.com.br, www.sabernarede.com.br , www.euseivender.com.br.

Quais são os seus livros ou autores de negócios preferidos?
Entre meus autores preferidos estão Michael Watkins, Marcos Cobra, Regis McKenna, Peter Drucker, Jim Collins, Michael Porter, Malcolm Gladwell, Howard Gardner, Dee Hock, Fritjof Capra, Daniel Goelman, Michael Ray, Edward de Bono, Jeremy Gutsche, José Predebon, etc.

Qual foi a sua palestra mais memorável, a que mais lhe marcou?
Foi durante um cruzeiro no MSC para uma companhia de TI. Maravilhoso palestrar a bordo do MSC Musica para quase mil pessoas. Todas rumando para a mesma direção! Inesquecível…

Qual foi a situação mais desastrosa ou engraçada que já aconteceu em uma das suas palestras ou eventos?
Foi no interior de São Paulo, com uma pessoa alcoolizada na plateia. Foi chato ter de, sem parar o evento e de maneira sutil, solicitar que alguém intercedesse com o rapaz que passava dos limites com os próprios colegas de trabalho…

Qual é o maior erro que você nota nas convenções ou nos treinamentos de empresas?
As festas exageradas no período noturno, regadas a bebidas sem limites, tiram o foco dos colaboradores para os trabalhos no dia seguinte. Sei que a descontração faz parte, mas o verdadeiro gestor/organizador do evento tem de saber qual é o limite tolerável para isso.

Também noto problemas com cumprimento de tempo e foco nos debates. Muitas vezes o propósito da convenção se perde por abrangências secundárias.

Por que você acha que tantas reuniões e tantos treinamentos são chatos ou improdutivos? O que poderia ser feito para melhorar isso?
Porque são mal planejadas e mal conduzidas. Deve-se ter um roteiro e um objetivo principal para que não aconteça o que acabei de relatar.

Treinamentos improdutivos muitas vezes são conduzidos por pessoas incapazes ou que se julgam capazes para tal, mas não conseguem envolver ou não possuem conteúdo para tal. São meramente superficiais…

Quais conselhos você daria para alguém que quer melhorar seus resultados na vida e/ou no trabalho?
Organize-se na busca de seus objetivos. Quatro passos são fundamentais para isso: foco, planejamento, uso das melhores ferramentas (que na maioria das vezes estão associadas à criatividade) e coloque a mão na massa com sua atitude!

Gostaria de fazer algum comentário final para os nossos leitores?
Invista em seu conteúdo! Invista em conhecimento! Busque mais informações úteis, compartilhe com seus pares e liderados! Faça a diferença em todos os lugares que passar! Foque a importância de deixar um legado extremamente positivo!


Dill Casella é engenheiro, pós-graduado em marketing, especialista em desenvolvimento gerencial e empreendedorismo, possui vários cursos de extensão em gestão, negócios e relações humanas. Com atuação de quase 20 anos em vendas e desenvolvimento de mercado, é hoje um dos poucos conferencistas que construiu sua carreira exclusivamente em empresas multinacionais e nacionais de médio e grande portes.