Comunicação estratégica (parte 2): como gerar impacto e engajar clientes

A trajetória do palestrante, roteirista, empreendedor e humorista Regis Folco começou longe dos palcos, no curso de Engenharia da Poli-USP. Ali, até se formou, mas depois nunca exerceu a profissão. Na sequência, fez MBA na USP e na França, cursos na ESPM e FGV. Inquieto e inconformado, em 2008 largou tudo para recomeçar.

Estudou então teatro, cinema, TV, palhaço, improvisação, comédia. Com seu grupo de humor, realizou temporadas de sucesso em grandes teatros. Mais tarde, se apaixonou pela arte de escrever e fez uma pós-graduação em Roteiro na FAAP. Ironicamente, foi justamente no mundo corporativo que suas divertidas palestras ganharam ainda mais impacto, recheadas com sua experiência metade careta, metade artística e metade matemática.

Em 2017, uniu forças a José Luiz Martins no Empório da Palestra, empresa que ministra cursos de alto impacto e comunicação estratégica. Juntos, os dois palestrantes, roteiristas, empreendedores e humoristas têm como objetivo desenvolver as habilidades de comunicação de equipes diversas, aumentando a eficiência, melhorando o clima organizacional e impactando diretamente no lucro e rentabilidade, por meio de técnicas para comunicar de maneira prática, moderna e efetiva.

Confira no vídeo a seguir, gravado com exclusividade para a VendaMais, dicas para realizar uma comunicação que de fato engaje seu público. E leia a entrevista completa na sequência:

Fale um pouco sobre seu trabalho no Empório da Palestra. Como surgiu essa ideia? Qual o foco?

O Empório da Palestra nasceu naturalmente de nossa trajetória conjunta. Somos roteiristas, realizei centenas de palestras divertidas para o mundo corporativo, além de nossa carreira pregressa como executivos em grandes empresas e agências. Com esta união, motivada pela demanda de nossos clientes, começamos a prestar consultoria para as palestras de executivos e CEOs. E, em seguida, começamos a ministrar cursos abertos e in company sobre todo esse arsenal que envolve a comunicação engajadora.

Você poderia nos dar algum exemplo prático extraído da sua palestra sobre Comunicação Estratégica nas Empresas que exemplifique melhor seus principais conceitos, para que nossos leitores conheçam melhor seu trabalho?

Com mais assertividade e engajamento na comunicação de projetos nas empresas, o fluxo de informação também evolui e ganha em eficiência, disseminando as decisões em todos os níveis, de forma mais duradoura. Isto permite ganho de tempo e representa novas oportunidades, novos projetos e negócios e melhor retenção de clientes. Ou seja, ao final, estamos impactando diretamente em lucro, trazendo mais eficiência. Os colaboradores também se desenvolvem mais e assim todos ganham.

Quais são os erros mais comuns que você vê as empresas e as pessoas cometendo em relação à essas questões da Comunicação Estratégica?

Grandes projetos correm o risco de naufragar quando não são suficientemente comunicados e engajadores. A armadilha é ter bons projetos, mas não conseguir envolver os times na mesma direção.

É preciso disseminar a visão e atitude de dono e isso depende da comunicação estratégica. Desta forma, gasta-se menos esforços e recursos comunicando várias vezes a mesma coisa.

Dessa lista de erros, qual você considera o mais grave? Por quê?

Muitos profissionais excelentes tecnicamente esquecem que a comunicação não basta ser técnica. É preciso envolver para atingir os objetivos.

Muitas vezes se esquece do grande valor e impacto em “embalar” os dados técnicos com a devida narrativa, que é o que de fato move as pessoas em direção ao objetivo.

Imagine um empresário ou empresária procurando melhorar seus resultados nessa área. Por onde começar? De maneira sucinta e objetiva, quais as principais recomendações?

É possível com nossos cursos in company, totalmente modulares e customizáveis, atingir cada núcleo que demande conhecer a metodologia moderna para engajar e mobilizar as equipes. Por exemplo, com os Cursos “A Arte do Impacto” e “As Trilhas da Persuasão”, é possível conhecer e treinar na prática estas técnicas e certamente capturar ganhos e resultados concretos.

Falando um pouco do seu trabalho como consultores e palestrantes agora. Que tipos de empresas geralmente contratam seus serviços? O que buscam?

Régis Folco, Empório da palestra

Um olhar de fora pode ser muito útil para desenvolver as equipes e líderes. A maioria das empresas possui o tempo todo importantes projetos em andamento internamente – desde uma farmacêutica a uma multinacional de serviços ou uma automobilística ou qualquer outra empresa média ou grande.

Em todos os casos, o que se busca é “azeitar” a comunicação estratégica, fazendo fluir melhor os projetos e disseminando mais facilmente a visão de dono. E colhendo resultados concreto refletidos em lucro.

Por outro lado, que tipo de evento/treinamento/consultoria não é adequado para vocês? Ou seja, que tipo de problemas/situações/treinamentos você geralmente prefere não aceitar ou indicar para algum colega?

Atuamos dentro de nossa expertise. Sempre escutamos as demandas e inclusive podemos absorver para dentro de nossos cursos outros aspectos que o cliente queira passar. Por exemplo, recentemente desenvolvemos especificamente para uma grande empresa de food services e facilities um módulo de 8 horas que, além de nosso conteúdo, também continha os conteúdos de treinamentos do cliente. E quando não faz parte de nosso escopo, orientamos os clientes até nossos parceiros.

Com tanta experiência na área, quais dicas ou informações você vê sendo dadas pela mídia sobre alguns dos temas que vocês abordam com frequência com as quais claramente não concordam ou que acham exageradas ou modismos?

Cursos de oratória que buscam combater unicamente o “medo de falar em público”. Falar em público nada mais é do que uma consequência de ter metodologia nas etapas de preparação, que culminam em uma boa performance em qualquer situação, seja uma reunião ou uma apresentação.

Para saber mais:

Leia também:

>> Confira a entrevista do sócio de Regis Folco no Empório da Palestra, José Luiz Martins, sobre Comunicação estratégica: como engajar pessoas a ideias, causas, produtos e serviços (e ainda lucrar com isso)