Como o processo de vendas ajudou a startup de compartilhamento de bicicletas Loop Bike a crescer no Brasil

A empresa de compartilhamento de bicicletas, nascida no Desafio Empreendedor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apostou no processo de vendas baseado em atividades para contribuir com o futuro sobre duas rodas

Ricardo Pierozan, Fábio Innocente, Lorenço Boettcher e Alexandre Mattos haviam criado alguns outros projetos durante a universidade antes de fundarem a Loop Bike, uma empresa de compartilhamento de bicicletas sediada em Porto Alegre (RS). Próxima de completar dois anos – o lançamento oficial da empresa ocorreu em novembro de 2017 – eles já podem se considerar pioneiros de sucesso no segmento.

Com o sonho de oferecer uma forma simples, sustentável e móvel de implementar bicicletas em uma sociedade que se locomove principalmente por meio de automóveis, a startup transformou as bikes em uma verdadeira alternativa para o dia a dia das pessoas. Já são mais de 1.500 usuários e 30 parceiros no Brasil até o momento. O objetivo é audacioso: ser a maior empresa de mobilidade da América Latina.

Mas qual foi a inspiração do grupo de jovens empreendedores para criar o negócio? Como esses quatro amigos estruturaram a companhia para atingir a meta em um curto período de tempo?

“Acreditamos que nós mesmos devemos ser a mudança que buscamos e trabalhar na construção e criação do futuro que queremos”, afirma Ricardo Pierozan, chefe de crescimento e UX da Loop Bike. “Nosso objetivo final é resolver um problema real da sociedade e criar algo que possa ter impacto nas áreas social, econômica e ambiental”, acrescenta.

Modelo de mobilidade

Para o desenvolvimento da empresa, Ricardo e seus amigos se inspiraram no modelo de mobilidade chinês, que usa estações de bicicletas virtuais para melhor atender às necessidades dos clientes. Após ficarem na terceira posição no Desafio do Empreendedorismo das Universidades Federais do Rio Grande do Sul em 2015, o grupo decidiu seguir em frente para tornar a Loop Bike uma empresa real. 

A equipe começou a testar e validar sua hipótese de que as bicicletas poderiam ser um transporte alternativo em grandes cidades – como Porto Alegre. Inicialmente, o principal desenvolvedor da empresa estava organizando o compartilhamento de bicicletas entre os primeiros clientes da Loop por meio de um grupo no Whatsapp. Quando perceberam que estavam ganhando assinantes mensais sem nem ter um aplicativo, a equipe compreendeu que havia encontrado uma solução real para o problema de mobilidade.

Financiamento e modelo de negócios

“Nós realizamos uma campanha de crowdfunding bem-sucedida em setembro de 2016 para financiar o desenvolvimento do nosso aplicativo e adquirir os primeiros cadeados inteligentes. Já no final de 2017, garantimos nosso primeiro investidor anjo e conseguimos oficialmente lançar a Loop Bike”, completa Pierozan.

A equipe da Loop estabeleceu três estratégias principais para formar o modelo de negócios:

  • atrair os usuários oferecendo uma boa experiência real com bicicletas de qualidade;
  • uma interface de aplicativo fácil de usar e estações de entrega acessíveis;
  • parcerias com universidades, restaurantes, shopping centers, hotéis e farmácias para torná-los “Loopoints” – estabelecimentos que estariam dispostos a pagar uma taxa mensal para fazer parte da rede Loop Bike.

Organização do projeto e definição do processo de venda

Para organizar os projetos e o processo de venda, a Loop Bike adotou uma plataforma CRM de gestão de vendas Pipedrive, que oferece uma visão clara do funil e permite focar nas melhores oportunidades. “A ferramenta ajudou muito no crescimento da Loop, pois com ela nossa equipe passou a vender de forma eficiente”, afirma Pierozan.

“Como não somos profissionais de venda, o Pipedrive nos permitiu ser mais produtivos, além de ter um uso muito intuitivo. Nosso recurso preferido da plataforma são os painéis, pois eles mostram de forma simples o que está, de fato, funcionando de forma vantajosa para nós, além da nossa conversão como um todo. Todos os dias conseguimos identificar e investir em atividades que levarão a fechar negócios mais rapidamente”, diz o executivo.

Além disso, ele também afirma que a Loop não utiliza o software apenas para vendas, mas para testes e validações. Com a plataforma, a equipe consegue identificar parceiros ativos que cumprem os critérios da Loop e com os quais pode expandir ainda mais os negócios.

“Nossa ideia é estar em 30 cidades até 2021 e atingir a meta de 6 mil contratantes até 2020. Nossa missão é revolucionar a mobilidade urbana, tornando-a mais inteligente, integrada e sustentável. Usando processos de venda baseados em atividades, nós estamos cada vez mais próximos do futuro”, finaliza o chefe de crescimento e UX da Loop Bike.

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