6 competências que não podem ser substituídas por tecnologia

Conheça caminhos
que contribuem para o sucesso profissional no ambiente de negócios do século 21

Quais são as competências indispensáveis para os profissionais decolarem
no futuro? A automatização dos processos de manufatura na quarta revolução
industrial e o movimento do avanço da tecnologia trouxeram um complexo debate
às pautas das empresas: como será o
futuro do trabalho?
Segundo informações divulgadas pelo Fórum Econômico
Mundial, cerca de 7 milhões de empregos serão extintos nos próximos anos. Nesse
contexto, desemprego em massa e a crescente desigualdade social são duas das
principais preocupações sociais.

Mas não precisa ser necessariamente assim. Se adotarmos o mindset adequado, com habilidades comportamentais (soft skills) e habilidades técnicas (hard
skills
), teremos uma forte tendência organizacional em prol de um ambiente
inovador. Segundo Flora Alves, CLO da SG Aprendizagem Corporativa e especialista
em processos de aprendizagem organizacional, nesta nova realidade, em que há um
grande investimento em tecnologias com o intuito de automatizar os processos
corporativos na busca por um padrão ágil e assertivo, é preciso fortalecer
atividades que não possam ser robotizadas.

“Diante de todas essas mudanças, os recursos humanos não podem esquecer
de seguir desenvolvendo um olhar aguçado para o capital humano. A adoção de
plataformas tecnológicas é um caminho que impulsiona o crescimento do negócio.
Por outro lado, pode dar margem para o aparecimento de gaps no desempenho dos colaboradores – o que é capaz de minar os
efeitos positivos deste momento inovador. Ou seja, as organizações precisam
enxergar as pessoas como parceiras valiosas na condução da transformação
digital”, afirma Flora.

Em
suma, o tempo de desenhar o futuro do trabalho chegou. Veja abaixo 6
competências que não podem ser substituídas por tecnologia de acordo com a especialista:

1. Pró-atividade

A alta liderança e os diretores de RH devem construir uma estratégia de
força de trabalho responsável por suprir os desafios desta era. Para que isso
aconteça, é necessário reservar um espaço na agenda para um brainstorming no qual irão mapear as
mudanças em andamento, documentar os empregos e as práticas corporativas em
declínio, e destacar as possíveis oportunidades em um novo cenário comercial.

2. Inserção tecnológica

Apesar do surgimento de muitas tecnologias, é fundamental que três
recursos fiquem na lista de prioridades das empresas nos primeiros anos da
transformação. Entre eles, a computação
em nuvem
, onde servidores remotos hospedados em datacenters permitem que as
informações do negócio permaneçam acessíveis a qualquer hora ou local. Além de
poupar os custos que ocorrem em espaços físicos, o sistema é extremamente
seguro, pois garante cópias dos dados em diferentes polos.

O uso de big data também faz
parte dos destaques tecnológicos durante a transição. A finalidade do método é
filtrar o excesso de conteúdos aos quais as pessoas são expostas diariamente, a
fim de transformá-los em insights de
valor para o planejamento estratégico. Logo, trata-se de um meio que ajuda os
executivos a estabelecer indicadores organizacionais, mensurar a eficácia dos
processos internos, prever e gerir riscos, conhecer o padrão comportamental dos
clientes e reconhecer oportunidades de mercado.

Por fim, a inteligência artificial fecha o ranking de tecnologias indispensáveis no ambiente corporativo ao simular a inteligência humana, enquanto acompanha o comportamento dos funcionários. Neste caso, as pessoas assumem as tarefas estratégicas e os robôs “cuidam” dos âmbitos operacional e tático.

Flora Alves, CLO da SG Aprendizagem Corporativa e especialista em processos de aprendizagem organizacional

3. Suporte à performance

Além de oferecer um treinamento com o intuito de desenvolver a
competência de aprendizagem ágil, em meio a processos de transformações
sociais, é imprescindível ter um planejamento de suporte à performance, a fim
de suprir os gaps que serão
ocasionados no desempenho dos colaboradores. A iniciativa aumenta a segurança
na hora de implantar os novos conhecimentos e evita ruídos de informações – o
que garante uma execução assertiva.

4. Criatividade

Esta é uma característica puramente humana, e que jamais poderá ser
substituída por nenhuma tecnologia. Mentes criativas sempre serão fundamentais
nas empresas. É um estado mental em que buscamos enxergar um cenário sob outras
perspectivas. Algo que somente pessoas têm o dom de fazer. E cada vez melhor.

5. Persuasão

Esta habilidade é conhecida por usar gatilhos emocionais que provocam
determinadas reações desejadas. Persuadir significa superar qualquer objeção do
cliente ou fornecedor com fatos e argumentos bem construídos, visando ao
bem-estar do sistema como um todo.

6. Raciocínio analítico

A pessoa com um raciocínio analítico será responsável por estudar os
dados gerados diariamente na empresa. Estamos diante de um mar de dados que são
valiosos. É preciso investir no desenvolvimento das competências para
interpretá-los, filtrá-los e transformá-los em insights.

Leia também: