5 perguntas para Consinco sobre transformação digital para supermercados

A busca por redução de custos, a competição acirrada e a necessidade de aumentar a produtividade são alguns dos motivos que estão levando varejistas a buscar a transformação digital. A afirmação é de Silvio Sousa, diretor Comercial da Consinco, desenvolvedora de sistemas de gestão para o varejo e autosserviço alimentar.

A Consinco utiliza inteligência empresarial para oferecer soluções para aumento da eficiência e performance. Sua tecnologia está presente em 37% dos maiores supermercadistas e em 56% dos maiores atacadistas de autosserviço do País, conforme os rankings da Associação Brasileira dos Supermercados (ABRAS) e da Revista Supermercado Moderno (SM).

A companhia tem participação societária na empresa Mobne, que atua no varejo de vizinhança, e investe em startups voltadas ao desenvolvimento de soluções para o varejo. É também cofundadora da aceleradora de startups Sevna. Com 28 anos de mercado, os sistemas da Consinco operam em 2.700 pontos de venda por mais de 70 mil usuários.

Nos sistemas da Consinco passaram, em 2017, R$ 92 bilhões em faturamento, o que corresponde a mais de 20% de tudo o que os setores de atacado e varejo faturaram no Brasil. Pelo sétimo ano consecutivo a empresa está classificada entre as PMEs que Mais Crescem no Brasil, segundo pesquisa da consultoria Deloitte.

Confira nesta entrevista com Silvio Sousa os desafios do setor de supermercados para promover uma transformação digital e quais os pontos de destaques das empresas que estão liderando estas mudanças.

Silvio Sousa, diretor comercial da Consinco. Crédito da foto: Divulgação

Quais são os 3 maiores desafios hoje dos supermercadistas em relação à transformação digital?

Os principais desafios envolvem implementação dos canais digitais de venda (e-commerce) integrados à operação da loja física (omnichannel) e a interação digital e personalizada da loja com os clientes, por meio de mensagens, e-mails e aplicativos e recursos tecnológicos na loja que proporcionem melhoria no atendimento. Ex: terminais de autoatendimento e caixas inteligentes que permitem aos clientes realizarem sozinhos todas as etapas de compra.

Supermercados estão liderando essas mudanças ou reagindo a elas? Porque isso está acontecendo?

Os supermercados lideram a transformação em algumas questões. As redes supermercadistas são grandes agentes de mudança nos aplicativos e ofertas personalizadas e nos terminais de atendimento, por exemplo. No comércio eletrônico, porém, outros setores estão à frente.

Quais são os maiores entraves internos dos supermercadistas para acompanhar a evolução do mercado?

O maior entrave é cultural. A maioria das empresas que está no mercado nasceu “não digital”. Por isso, muitas precisam fazer sua transformação para o digital. Não é fácil abrir mão de estratégias que deram certo durante anos ou décadas, para investir em novas estratégias que estão se consolidando e ainda não trazem resultado. Isso, no entanto, é uma armadilha que as empresas precisam estar atentas. O que trouxe as empresas até aqui, não necessariamente irá levá-las a um bom futuro. Estamos vivendo uma fase em que os negócios atuais precisam ser mantidos e as estratégias digitais precisam ser implementadas.

Quais são as principais iniciativas que os supermercados precisam tomar para lidarem de maneira pró-ativa com estas transformações?

Transformação Digital é algo que precisa estar na agenda dos supermercados. Existe uma revolução em curso que estará cada vez mais presente no dia-a-dia das empresas. Colocar a transformação digital nas discussões estratégicas e investir no seu desenvolvimento dentro do negócio é essencial para quem quiser se manter no segmento.

Quem no mercado está fazendo isso corretamente, que seria um exemplo a ser seguido ou uma referência?

Temos exemplos de grandes redes que fazem corretamente. O Grupo Pão de Açúcar e as redes supermercadistas Mambo, Nagumo, Paguemenos e Savegnago são bons cases de sucesso.

Para saber mais:

Acesse: https://www.consinco.com.br/

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