Sua empresa tem uma cultura organizacional forte?

23 maio, 2017 2:27 pm Publicado por | Deixe um comentário

Preste atenção nessa história: Mariana e Carlos eram sócios em uma empresa de fertilizantes no interior do estado de Goiás. Pouco presentes no dia a dia da organização, eles se assustaram ao perceber, na reunião anual de avaliação de resultados, que a maioria dos indicadores de performance da companhia estava “vermelho”. Mas não era “só” isso.

A diretora de RH comentou também que a rotatividade tinha sido um grande problema na equipe de vendas naquele ano. Os gerentes comerciais não conseguiam manter um mesmo grupo por mais de três meses. Consequência? Clientes fiéis abandonados, vendas caindo e, claro, um trabalho enorme para preencher vagas que abriam em uma velocidade muito maior do que a ideal. No fim das contas, era o caixa quase vazio que mais preocupava, mas foi impossível não se abalar com os problemas em todos os outros indicadores.

Cansados, Mariana e Carlos resolveram buscar ajuda externa. Contrataram um especialista para fazer uma consultoria na empresa e o deixaram fazer o trabalho que chamou de “diagnóstico”. A avaliação do consultor não foi boa. Ele identificou problemas estratégicos, táticos, operacionais e de liderança. E sentenciou: “A causa de tudo isso é que a cultura organizacional não é forte e efetiva o suficiente para fazer a empresa andar”.

Carlos não acreditou. “Como assim cultura organizacional? Isso é balela”, resmungou. Sua sócia também parecia descrente. “Ah, pode até ser, mas esse negócio de cultura forte só existe fora do Brasil. Aqui, a gente baseia os resultados só no trabalho”, falou. O consultor olhou para os dois e disse que mostraria que eles estavam errados. Com passe livre para agir, ele começou a colocar seu plano em ação…

O pontapé para uma mudança de visão

A história de Mariana e Carlos é fictícia, mas o mesmo não se pode dizer sobre os prejuízos que uma empresa sem cultura efetiva acumula e sobre o ceticismo em relação à importância desse pilar para o sucesso de uma empresa.

cultura organizacional

John Graham

Até pouco tempo, John Graham, economista e professor de finanças na Duke University (EUA), era um dos que engrossavam a tese de que esse assunto era superestimado.

“Eu sempre me perguntava: será mesmo que faz tanto sentido culpar a falta de uma cultura efetiva por resultados ruins? Ou, por outro lado, dar créditos à cultura pelo sucesso de uma organização? Minha teoria era que a resposta era ‘não’”, revela.

Para acabar com essa dúvida – que é muito comum dentro do ambiente empresarial –, Graham desenvolveu, junto com outros três professores de universidades norte-americanas e 50 estudantes de MBA, o estudo Corporate Culture: Evidence from the Field (Cultura organizacional: evidências de campo).

Não demorou muito para o pesquisador acabar com as suas dúvidas. Afinal, depois de ler as respostas de cerca de 1.900 CEOs e CFOs de empresas com atuação no mundo todo e de entrevistar diversos executivos de grandes empresas dos Estados Unidos, Graham e seus colegas constataram que:

  • 91% dos participantes consideram que sim, cultura organizacional é importante e afeta muitas partes de uma empresa – inclusive seus resultados operacionais.
  • 78% dos executivos norte-americanos consideram a cultura um dos cinco fatores que mais afetam o valor da sua empresa (para quase 50%, esse é o principal fator, seguido de planejamento estratégico, planejamento operacional, bom CEO, marketing, processos produtivos e gestão financeira).
  • 48% dos executivos desistiriam de comprar uma empresa – ou de se fundir a ela – caso houvesse um desalinhamento no que diz respeito à cultura organizacional.
  • 85% dos executivos acreditam que, quando a cultura organizacional não é forte e efetiva, os colaboradores da empresa podem acabar cometendo ações antiéticas ou até mesmo ilegais.

Como você deve imaginar, esses dados convenceram Graham de que cultura organizacional era algo que precisava ser levado a sério.

Convenceram você também?

Então prepare-se para entender melhor esse conceito, descobrir os diferentes tipos de cultura organizacional – e poder encontrar o que melhor se encaixa na sua empresa –, conhecer empresas que têm muito a ensinar quando o assunto é cultura organizacional.

Nesta matéria, você também vai saber qual é o caminho que você precisa percorrer para ter uma cultura organizacional forte o bastante para ajudar a aumentar suas vendas, diminuir a rotatividade em sua equipe, motivar os colaboradores a darem sempre seu melhor e ver todos os indicadores melhorando gradualmente.

Depois de ler esta reportagem e colocar os ensinamentos dela em prática, com certeza a história de Mariana e Carlos não será um espelho da sua.

Definindo uma cultura organizacional forte

Definir uma cultura organizacional forte parece ser uma tarefa divertida. Tanto as respostas dadas pelos participantes da pesquisa conduzida por John Graham quanto as definições apresentadas por outros especialistas partem de comparações simples de serem compreendidas.

E, de tão simples, elas são poderosas…

cultura organizacional

Jon R. Katzenbach

A cultura organizacional pode ser comparada a forças naturais como ventos e ondas, que estão lá no fundo e às vezes passam despercebidos, às vezes são óbvios. Feita de respostas instintivas, repetitivas e emocionais, a cultura de uma empresa é a coleção de padrões de comportamento, pensamento, sentimentos e crenças autossustentáveis que determinam a forma como as coisas são feitas naquela organização”, explica Jon R. Katzenbach, fundador do Katzenbach Center at Strategy&, um centro de excelência nas áreas de cultura organizacional, liderança, organização informal e motivação.

A cultura é como os tendões e ligamentos que sustentam o corpo e permitem que você execute suas tarefas no dia a dia da melhor maneira possível”, declarou um participante da pesquisa comandada pelo professor da Duke University; outro seguiu uma linha de raciocínio parecida e afirmou: “A cultura é como a partitura de uma música em uma orquestra. Você pode ter os melhores músicos, mas, se eles não estiverem tocando no mesmo compasso, sua apresentação será um fracasso. É o balanço delicado de fazer com que as pessoas estejam todas na mesma sintonia.

 

Em outras palavras, uma cultura forte e efetiva ajuda os colaboradores a caminharem em uma mesma direção.

cultura organizacionalE, por isso mesmo, não é importante apenas para os sócios e para os profissionais que ocupam cargos de gerência ou para o marketing, mas é fundamental também para quem leva a empresa para frente dia após dia – do vendedor à diretora de marketing, passando pelos profissionais da equipe de RH, do financeiro e assim por diante.

E aí na sua empresa?

  • Há uma cultura organizacional forte?
  • Quer saber mais sobre esse tema e entender quais são os diferentes tipos de cultura organizacional?
  • Precisa de mais informações sobre como desenvolver uma cultura organizacional forte?

 

Tudo isso e muito mais você pode conferir neste reportagem completa na edição de maio/ junho da VendaMais.

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Este artigo foi escrito porNatasha Schiebel


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