publicado em 07/02/2012
Sempre que fazemos uma pesquisa sobre quais são os principais assuntos que os assinantes gostariam de ver na revista VendaMais, “Como lidar com objeções a preço” invariavelmente aparece nas primeiras colocações.
Resolvi, então, gravar uma vídeo-aula sobre isso, porque tenho visto certa confusão na área. Lidar com objeções a preço faz parte do cotidiano do vendedor – é normal o cliente argumentar, pedir descontos e querer pagar menos. Acaba virando uma VEQUETREFE – uma venda mequetrefe.
O que não é normal é um vendedor lidar com essa situação todos os dias e NÃO SE PREPARAR para ela. A falta de argumentação e de vocabulário de vendas nessas horas é mortal, assim como são mortais a postura e as atitudes inadequadas.
O custo do desconto dado desnecessariamente é altíssimo. Basta fazer um exercício simples: calcule quanto todos os vendedores da sua empresa deram de desconto no ano passado. O excesso de descontos não só corrói a lucratividade da empresa como vicia o cliente.
Pior: vicia também o vendedor que, em vez de desenvolver sua argumentação (logo, seu profissionalismo), usa a ferramenta mais rápida (e preguiçosa) que tem à sua disposição – mesmo que muitas vezes não seja a mais adequada ou mesmo necessária! E dá-lhe desconto.
Vou abordar tudo isso no vídeo e achei que poderia interessá-lo. Em breve terei mais novidades, mas, por enquanto, deixo com você uma lista de 10 “verdades” sobre objeções a preço.Mas vou falar apenas de algumas, para não cansá-lo. Veja o que você acha:
Isso é normal, então, melhor se preparar adequadamente. A questão toda é:
O Brasil tem mais de dois milhões de empresas. Não dá para acreditar que TODAS elas têm o menor preço. Não é possível, certo? Use os líderes de mercado como exemplo, as marcas mais conhecidas, elas têm o menor preço? Muito raramente. Olhe para o que você está vestindo. Tudo o que está cobrindo o seu corpo tinha o menor preço da loja? Não existia absolutamente nada mais barato?
Pegue tudo o que tem na sua casa – móveis, eletrodomésticos, o que tem dentro dos armários... a própria casa ou apartamento. Todas essas coisas custavam mais barato do que outras? Você já sabe a resposta, não é?
Então, essa história de que o cliente só compra o que tem o preço mais baixo não tem nexo. O cliente argumenta e pede desconto, isso sim. Daí a acreditar que é só o preço... vai um looooooongo caminho.
“Mas, Raúl, (tem sempre o 'Mas, Raúl...') no meu mercado é diferente!”.
Não é... você é que é igual aos seus concorrentes! E quando todos são iguais, o cliente compra daquele que vende mais barato, obviamente. Deixe de ser igual! Ou você, como vendedor (não estou falando de produto ou serviço – estou falando de você!), realmente quer ser considerado uma cópia do seu concorrente mais barato?
Isso acontece o tempo todo. O vendedor diz coisas do tipo: “Custa R$50,00, mas posso fazer por R$40,00”. O cliente nem abriu a boca e o vendedor já vai dando o desconto. O problema aqui é que se alguém fala um preço X e depois cede para Y, não vale nem X nem Y. Vai ser Z e Z é mais baixo do que X e Y.
Se um vendedor diz que o produto custa R$50,00, mas faz por R$40,00, o cliente obviamente vai pedir mais desconto – o vendedor acabou de sinalizar que tem margem/gordura. Aí o vendedor diz para o gerente que os clientes só compram quando ele dá desconto... lógico! Qualquer um com dois neurônios pediria desconto nessa situação – foi dado um sinal claro de que era para pedir!
Note também a pobreza da argumentação do vendedor nesses casos: ele não faz perguntas, não se envolve com o cliente, não entende sua situação, seus problemas, a implicação dos problemas nem o ganho/benefício desejado... enfim, uma venda muito pobre. Na verdade, nem dá para chamar de venda. É o que eu chamo de VEQUETREFE – uma vendinha vagabunda e muito mequetrefe. Não é algo que dê orgulho para a profissão.
A GRANDE VERDADE é a seguinte: existem algumas características que diferenciam os amadores dos profissionais. Saber argumentar e contornar efetivamente as objeções a preço com certeza é uma delas. Espero ajudar mais gente a fazer isso corretamente com o vídeo no qual estou trabalhando – em breve contarei mais novidades.
Abraços, obrigado e boas vendas.
Raúl Candeloro
P.S.: Enquanto minha vídeo-aula não fica pronta, recomendo o Treinamentos VendaMais:
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Confira a entrevista sobre o livro Quer vender bem? Deixe de ser vendedor, de Antonio Braga
Em atividades que envolvem competição, os participantes são implacáveis. Isso não significa que não respeitam os oponentes, mas que usam todas as regras do jogo e as habilidades que têm para superá-los.
O boxeador não deixará de nocautear seu adversário, nem o atacante evitará fazer o décimo gol, em sonora goleada. Assim também é o jogo empresarial.
A luta não é pelo espaço no armazém do cliente, por um lugarzinho na vitrine do revendedor, por uma gôndola a mais no supermercado ou por um outdoor na rua principal. O esforço é para ocupar, pelo tempo que for possível, a mente do consumidor.
A terrível luta para chegar ao topo da montanha do sucesso, espaço para apenas um, traz uma surpreendente novidade para quem a alcança: fincada a bandeira, não há conforto, pois lá em cima o tempo é frio e os ventos são fortes.
A concorrência pelo privilégio de ocupar o topo dessa montanha é negócio para profissionais. Por essa razão, poucas empresas conseguem manter por muito tempo essa condição.
Ainda que insistamos, gestores negligenciam o fato de que a permanência ou mesmo a descida requer a boa companhia de experts, pessoas acostumadas a lidar com as intempéries.
A descida é sempre mais perigosa do que a subida. Há o cansaço, o desânimo pela perda do lugar, o encontro com grupos mais motivados que sobem com mais energia, o uso de novos recursos de escalada e os competidores que vão chegando com seus tanques de oxigênio carregados de ar puro.
Quanto mais para baixo vai a empresa, maior é o risco de ser atingida por avalanches. Lá no alto, há muitos pés pisando em pedras soltas, as quais estão prontas para rolar.
Empresa no topo é sinônimo de adversário a ser derrotado. Ainda que não queira, é inevitável que o vencedor deixe, no rastro do sucesso, lições que podem ser aprendidas e aperfeiçoadas.
Note que recordes há muito tempo sem serem batidos, uma vez que fiquem para trás, serão superados sucessivamente. Nesse aspecto, crer é poder. Poder que leva o homem a feitos extraordinários, eliminando a própria descrença e o descrédito.
Mas por que almejar o topo, se a permanência custa tão caro?
Por uma razão muito simples: para permanecer em qualquer competição, o mínimo que podemos fazer é dar o máximo.
No jogo das empresas, o preço da entrada não costuma ser baixo e o de saída pode ser muito maior.
É sempre bom lembrar a velha frase: “Por que veio, veio por quê?”.
Se você não estiver preparado, não entre na competição. Se entrou no jogo, foi para jogar.
Então, como ficar de fora, se até a Luiza voltou do Canadá?
O trabalho na montanha do sucesso não requer apenas a superação dos adversários e das adversidades, é necessário levar ao local da permanência os recursos para a subsistência.
O que carregar e como continuar a abastecer o local são decisões que dependerão de conhecimentos, de recursos financeiros e de habilidades.
“Olá, sou gerente de loja, e trabalhamos especificamente com acabamentos para construções. Já faz um ano que sou assinante da revista VendaMais, e ela só veio a acrescentar coisas boas na minha gestão. Estou muito feliz!”.
Carmen Lucia Machado Monteiro
“O sucesso nasce do querer, da determinação e da persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis”
José de Alencar
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